TRANSCRIÇÃO AUTOMÁTICA — EM REVISÃO COMUNITÁRIA História do Assentamento Lagoa do Mineiro A fala foi preservada como reconhecida pelo sistema. Nomes e trechos pouco claros devem ser conferidos com os participantes do vídeo. [00:00:00] O assentamento Lagoa do Mineiro, que compreende sete comunidades e está localizado no município de Itarema, [00:00:07] é um exemplo bem sucedido de organização e produção graças à reforma agrária. [00:00:12] Com a área territorial de mais de 5 mil hectares, [00:00:15] no local é realizada a produção de diversas culturas agrícolas, [00:00:18] como é comum na agricultura familiar, [00:00:20] mas o grande destaque fica por conta do plantio e beneficiamento da mandioca. [00:00:25] Mas antes de chegar no nível de produção e organização de hoje, [00:00:29] os agricultores e agricultoras tiveram de lutar muito pela terra. [00:00:33] Nada melhor do que os próprios assentados para contar a história de construção do assentamento Lagoa do Mineiro. [00:00:39] O processo de luta aqui foi uma realização no sentido de necessidade, [00:00:47] porque por meio dos patrões eu fui nascido e criado aqui sendo agregado do patrão. [00:00:57] Aí foi o tempo em que ele morreu, agora ele apareceu mais ou menos. [00:01:00] Sim que eu sabia que não era só ele, [00:01:02] passei de onde era ele, mas aquela história de herança era muito, [00:01:07] que era o mundo, com a morte, [00:01:09] gerou aqui que ninguém sabia nem a quem entendesse. [00:01:12] E até a seguirção, não faz para, porque ele atingia muito bem o maior ador dele. [00:01:19] Enquanto ele existiu, morreu para a seguirção. [00:01:24] Mas tudo que ele morreu, apareceu aquela história de limitação, de herança, [00:01:30] e aí era uma herança difícil. [00:01:34] O trabalhador é anual, o trabalho esperando pelo bom tempo, eu quero dizer. [00:01:43] Aí no ano em que o Deus manda o bom tempo, o trabalhador sobre reis, mais ou menos. [00:01:50] E no ano em que não tem um bom enredo, que é tudo muito esperto, [00:01:57] nada. E aí ele não dava nem de tempo, as pessoas esperavam a vontade dele. [00:02:03] Ele não atacava a renda todo jeito, renda as caras, quando muito bem, [00:02:08] a renda, o rossado, o mato, a renda de brocaira, a renda as caras, [00:02:14] ninguém podia pagar. [00:02:15] Ele continuou até a tomar um pedaço, chegar, não tinha autoridade, [00:02:19] chegar de novo a capê de rossas de outra. [00:02:22] Se escolher tirar um pedaço para pagar a renda, tirar a renda de rio. [00:02:25] Isso foi o que aconteceu com nós aqui. [00:02:27] Aí a gente riu, a gente ouvia aquelas histórias que riam mais de longe, [00:02:33] e chegou nós ouviu, a gente se juntou, se derramo leite, a gente fazia. [00:02:39] Resulta que a luta foi desada. [00:02:42] A luta foi desada, mas está aqui nós, a Ilha, graças a Deus. [00:02:47] Isso faz tudo, deu muito trabalho. [00:02:49] Agora tem uma luta que foi difícil, está bem? [00:02:53] Ainda a necessidade de nós tínhamos aqui foi ligar a capacidade. [00:03:00] Sabe que é ligar a capacidade? [00:03:01] É porque quando nós entremos aqui, estamos aqui de reforma agrária, [00:03:06] por dúvida de terra, de comunidade, [00:03:09] o pessoal está se cachando de comunidade, era um bicho, uma coisa. [00:03:13] Até queitaram muito nome em nós. [00:03:16] E eu sei que você chegar na cidade era fugindo, [00:03:18] como se fosse um fugitivo, era escondido. [00:03:21] Se você for dizer, eu sou da comunidade fulanoitável em Taremo, [00:03:24] vocês da onde foram, eles atacaram, né? [00:03:29] E aqui mesmo, aqui, nós temos um guizinho aqui, [00:03:31] que foi na época aí que chegou o Orval, aqui a costa da Noida aqui, [00:03:35] foi a do Corco aqui, um oi, a gente encontra muitas pessoas boas aí, [00:03:40] mas neste tempo não, neste tempo foi um atacador, [00:03:43] eles botaram coisa aqui para atacar a Noida, [00:03:49] eles saíram nas caras de ano, e ninguém brincasse não, [00:03:57] porque aquele coidado não sobrou, né? [00:04:00] Chegou, mas não sobrou, né? [00:04:01] Não sobrou, né? [00:04:04] Teve algum momento que se eu pensou em desistir, [00:04:07] e de sair... [00:04:08] Depois que eu dei a palavra de cima, [00:04:11] eu junto com o meu outro companheiro, [00:04:13] que não era só ele, como eu falei aqui em 100 e tantos, [00:04:16] mas foi eu mais ele mesmo. [00:04:18] Aquelas pessoas que estavam mais à frente [00:04:22] da luta pela reforma agrária. [00:04:24] Bom, agora ele sai aqui, agora ele sai que pesou, né? [00:04:26] Porque, por exemplo, você faz essa pergunta, né? [00:04:30] Isso aí foi que pesou em mim, nele, [00:04:32] e nele, porque tem outro companheiro aqui [00:04:34] que acho que tinha loucado, né? [00:04:35] Pede o monte de ilusão. [00:04:37] Aí eles ficaram tirando aquelas pessoas para ser perseguidos, né? [00:04:40] E como só valeu hoje, [00:04:42] depois de 30 anos, com o assentamento, [00:04:45] exatamente a exigir, como só valeu, [00:04:47] porque valeu a pena essa luta, valeu a pena a risca a vida. [00:04:51] Para mim, valeu, e se todos quisessem, [00:04:53] eu acho que era para todos, né? [00:04:55] Porque não tem aquela perseguição que tinha, [00:04:57] nem em mim, nem em ninguém, né? [00:04:59] E não foi só eu que fui liberto, foi todo mundo, [00:05:02] eu acho que se valeu para mim, valeu para todo mundo. [00:05:05] Dependendo do que ir, né? [00:05:09] Então foi muito vada a minha luta [00:05:11] e pensar e dizer tinha e nunca pensei. [00:05:13] Nunca pensei dizer tinha. [00:05:16] Meu nome é Francisco Martins de Nascimento, Sousa. [00:05:19] Conhecido por Chiquinha Lovada, [00:05:21] aqui no Assentamento Lagoa do Mineiro. [00:05:25] Eu até hoje, graças a Deus, [00:05:29] tenho muito orgulho de morar nessa terra. [00:05:33] Uma terra que a gente não tô [00:05:36] e tá me lutando, né? [00:05:39] Que a luta não terminou, que a gente não tô [00:05:42] e conseguiu, através de sangue e suor, [00:05:47] que a gente não tô muito, [00:05:50] a gente não tinha nada antes, né? [00:05:53] Plantava, pagava a renda, [00:05:57] era assim conduzido pelo dono da terra, né? [00:06:04] E que hoje nós se encontram não pagando renda, [00:06:10] nem mandado pro dono de terra, [00:06:13] todos nós aqui somos os donos da terra [00:06:16] e a gente não tinha nada antes, [00:06:22] é assim, nem uma instituição [00:06:27] que a gente pudesse dizer assim, [00:06:29] eu tô seguro nessa instituição. [00:06:32] Aí formemos um sindicato dos trabalhadores rurais [00:06:38] daqui da cidade, daqui do Itarema [00:06:41] e que nós fomos fundador andando de pés, [00:06:46] daqui, lá pro Itarema, pra fundar esse sindicato. [00:06:51] E graças a Deus até hoje [00:06:54] o sindicato ainda tem, né? [00:06:58] Comandado por os agricultores [00:07:02] e nós fundemos ele dos trabalhadores rurais [00:07:07] que até hoje se encontra sendo dos trabalhadores rurais. [00:07:13] Isso é um orgulho que ele também tem, graças a Deus. [00:07:17] E lutemos muito, [00:07:20] ninguém tinha esse gênio, [00:07:25] aqui o gênio que eu chamava farinha, [00:07:28] ninguém podia nem guardar, [00:07:30] porque era tudo de metade, [00:07:32] era tudo, era renda, [00:07:35] não dava nem pra pagar essa farinhada [00:07:37] que nós fazíamos agora. [00:07:40] Se fosse na época, [00:07:42] era só o dono da terra e não dava. [00:07:46] E eu sei que a coisa, graças a Deus, [00:07:49] está melhorando, né? [00:07:51] Melhorando e nós esperamos que melhore mais [00:07:54] porque a luta foi muito difícil, [00:07:57] mas a gente venceu. [00:07:59] Foi muito difícil, né? [00:08:01] Que a gente às vezes não podia nem se alimentar direito, [00:08:05] né? Porque na época era os pistoleiros aqui dentro, [00:08:08] né? Todo dia. [00:08:11] Noite, né? Às vezes a gente tava almoçando o jantão, [00:08:15] aí chegaram os pistoleiros lá na Barbosa, [00:08:18] que era a localidade mais que eles chegaram primeiro [00:08:22] na Barbosa, né? [00:08:24] Aí vinha um chamado aqui por corrente, [00:08:27] a gente estava organizada e ia lá pra Barbosa, né? [00:08:32] E aí foi muito difícil, [00:08:34] mas a gente não desistiu, né? [00:08:36] Porque nós nascemos e criemos aqui, [00:08:40] nós não podia sair pra outro lugar, [00:08:43] que a gente nem conhecia, né? [00:08:45] A gente não podia ficar aqui, né? [00:08:49] Na luta, morreu gente, [00:08:52] mas mesmo assim a gente nunca desistiu, né? [00:08:54] Sair daqui pra outra. [00:08:56] E a participação das mulheres [00:08:59] na organização do assentamento, [00:09:02] desde quando foi desapropriada, [00:09:05] a mulher teve uma importância muito grande [00:09:10] nesse desenvolvimento, né? [00:09:13] Desde então, elas tiveram sempre [00:09:16] à frente dessa organização, dessa luta. [00:09:21] Continuando na nossa organização, [00:09:24] do nosso Assentamento Lagoa do Mineiro, [00:09:26] a luta nossa, ela foi em conjunto, [00:09:28] homens, mulheres, crianças e jovens. [00:09:31] E depois da nossa conquista da nossa terra, [00:09:34] que foi 5.762 hectáreas, [00:09:39] onde hoje nós temos 135 cadastrados [00:09:44] no INCRA assentado e 87 agregados, [00:09:49] que somos nossos filhos, [00:09:52] que moram nos nossos hospitais, [00:09:54] nos nossos casas. [00:09:56] Hoje nós temos uma grande [00:10:00] continuação da luta, [00:10:02] que a gente sabe que a luta não termina. [00:10:04] Ela sempre é continuidade [00:10:07] e hoje nós temos [00:10:09] vários desenvolvimentos [00:10:12] dentro do nosso assentamento. [00:10:14] Temos também as nossas parcerias, [00:10:16] temos os grupos de senhora, [00:10:18] os grupos de mulheres, [00:10:20] trabalhamos também nos artesanatos, [00:10:23] trabalhamos junto nos nossos quintais produtivos, [00:10:26] com os nossos maridos, com os nossos filhos, [00:10:29] além dos nossos trabalhos [00:10:31] também que a gente tem, [00:10:33] em algum trabalho, [00:10:35] em alguns trabalhos voluntários, [00:10:38] como as nossas pastorais, [00:10:40] nós também temos o nosso trabalho [00:10:42] também coletivo. [00:10:44] Sabemos que hoje [00:10:46] a alma do nosso assentamento [00:10:48] da nossa organização é o coletivo, [00:10:50] temos algumas coisas individuais, [00:10:52] mas nós também se preocupamos [00:10:54] muito na parte coletiva. [00:10:56] Hoje nós temos a nossa associação, [00:10:59] também do Assentamento Lagoa do Mineiro, [00:11:02] que dá também um grande acompanhamento [00:11:04] ajudando também a nossa cooperativa, [00:11:06] com as nossas produções. [00:11:08] Aqui o trabalho era muito tirão antes, [00:11:11] a gente tinha todo um trabalho de muito tirão, [00:11:14] e aí em 89 [00:11:18] se deu o que nós criamos a associação, [00:11:22] associação dos trabalhadores, [00:11:24] rurais, organizadores do Assentamento Lagoa do Mineiro, [00:11:27] para trabalhar mais esse processo legal, [00:11:29] que aí a gente sovinha muito mais naquela [00:11:32] coisa de grupo, [00:11:35] e aí criamos a associação. [00:11:37] E aí nós tivemos o primeiro projeto, [00:11:40] e aí quando foi em 2001, [00:11:43] aí nós estava crescendo [00:11:47] na área da produção. [00:11:49] Entendemos que era necessário [00:11:52] se criar uma cooperativa. [00:11:54] Em 91 se deu, [00:11:56] nós criamos a cooperativa [00:11:59] com a ajuda da Mônica Martins, [00:12:02] e aí foi o apoio do movimento. [00:12:07] Criamos a cooperativa [00:12:09] para também desenvolver essa parte da produção, [00:12:12] que nós trabalhávamos, [00:12:15] mas não sabíamos como vender. [00:12:18] E aí nós vinhemos trabalhando, [00:12:20] sendo organizados, [00:12:22] e criamos, se filiamos, [00:12:25] a cooperativa central, [00:12:27] criamos a cooperativa central, [00:12:30] e a Copa Grande fez parte. [00:12:34] Agora pegamos um pouco [00:12:37] importante, [00:12:39] que a gente reconheça [00:12:41] esse nosso trabalho de tudo, [00:12:43] isso de mil, [00:12:45] ou de 85, [00:12:47] a 90, [00:12:49] foi muito histórica, [00:12:51] que para Lagoa do Mineiro, [00:12:53] foi muita luta, [00:12:55] ver a conquista do sindicato, [00:12:57] em 88. [00:12:59] Com a cooperativa nós tivemos um grande avanço, [00:13:02] pegamos vários créditos, [00:13:05] e é exatamente que hoje [00:13:07] o assentamento está nesse estágio, [00:13:09] que é exatamente que divida essa organização. [00:13:11] Nós criamos a cooperativa [00:13:13] através da necessidade que a gente teve [00:13:15] em relação aos nossos produtos, [00:13:17] que nós briguemos por isso aqui [00:13:19] para que a gente produzisse, [00:13:21] e nós já sabíamos muito antes [00:13:23] dessa carreira, [00:13:25] desse salto que a gente deu, [00:13:27] de um potencial para produzir, [00:13:29] e nós precisamos produzir, [00:13:31] e a produção sem a gente ter mercado, [00:13:33] sem entender, [00:13:35] a gente achou que a gente tinha que criar [00:13:37] uma instituição para poder [00:13:39] reunir os nossos produtos, [00:13:41] os produtos que é produzido nos 90 anos, [00:13:43] e comercializar, [00:13:45] e a gente precisou disso. [00:13:47] Então nós formemos essa cooperativa [00:13:49] em 91, [00:13:51] e hoje nós estamos aqui, [00:13:53] hoje nós somos um incedor da nossa produção, [00:13:55] nós já temos reunido, [00:13:57] não um 100%, [00:13:59] mas nós chegamos, [00:14:01] talvez que aí um 80% [00:14:03] de reunir a nossa produção, [00:14:05] ou seja, a farinha, [00:14:07] a goma, [00:14:09] a castanha, [00:14:11] e o coco, [00:14:13] e era isso que a gente [00:14:15] sentiu dificuldade [00:14:17] na época da fundação dessa cooperativa, [00:14:19] a gente sentiu a dificuldade [00:14:21] de administrar bem como a gente queria. [00:14:23] Mas hoje, [00:14:25] graças a Deus, está melhor, [00:14:27] a gente tem que entender alguma coisa, [00:14:29] nós estamos aqui, [00:14:31] com algumas ajudas que nós já pradei, [00:14:33] a gente conseguiu a chegar onde nós estamos hoje. [00:14:35] Mas [00:14:37] a questão da direção, [00:14:39] da cooperativa, [00:14:41] hoje é muito fácil você ser diretor [00:14:43] no início, não foi tão fácil assim, [00:14:45] a gente arranjar [00:14:47] a diretoria dessa cooperativa foi muito difícil, [00:14:49] porque ficou todo mundo ligado a fazer o que, [00:14:51] e hoje não, [00:14:53] hoje é muito fácil, [00:14:55] porque nós formemos um coletivo, [00:14:57] que é um coletivo que nós chamamos [00:14:59] coletivo, [00:15:01] colégio de gestor, [00:15:03] que é um coletivo de direção, [00:15:05] então a diretoria está aqui mais [00:15:07] para efeitos legais, [00:15:09] coisas que a diretoria [00:15:11] tem que fazer, mas [00:15:13] para caminhar, [00:15:15] para a gente caminhar, [00:15:18] para reunir tudo isso, [00:15:20] por exemplo, do assentamento, [00:15:22] para saber quantos assentados [00:15:24] nós temos, quantos agregados [00:15:26] nós temos, sabendo que [00:15:28] o que é que você produz, [00:15:30] o que é que a gente faz que você produz, [00:15:32] o que é que está de chão que você explora, [00:15:34] isso nós temos uma facilidade, [00:15:36] porque nós temos um grupo bem grande [00:15:38] para fazer isso. [00:15:40] Quer dizer, está fácil [00:15:42] de fazer isso. [00:15:44] E a nossa cooperativa [00:15:46] com o andar [00:15:48] do tempo, a gente sentiu também [00:15:50] a necessidade [00:15:52] de se filiar algumas cooperativas [00:15:54] e se juntar algumas cooperativas [00:15:56] que isso está acontecendo muito [00:15:58] filiado na Unicafe, [00:16:00] que está aqui fazendo o melhor, [00:16:02] querendo ser [00:16:04] um parceiro, [00:16:06] querendo ser um [00:16:08] associado na Unicafe, [00:16:10] também estamos aqui vendo [00:16:12] se a gente pode se organizar aqui [00:16:14] para formar um grupo [00:16:16] de cooperativas [00:16:18] para que a gente fortaleça mais [00:16:20] e isso [00:16:22] nós vamos vendo aqui [00:16:24] e isso nós pedimos [00:16:26] ajuda a alguém que conheça [00:16:28] que nós, nós começamos [00:16:30] isso aqui, gente, o que é dizer que [00:16:32] nós começamos isso aqui sem a ajuda, [00:16:34] sem a gente fazer um curso [00:16:36] de administração, [00:16:38] com os digestão que tem, [00:16:40] a gente nunca teve isso, mas com [00:16:42] a nossa própria necessidade, [00:16:44] a nossa própria vivência no assentamento [00:16:46] nós estamos procurando aqui para frente [00:16:48] que nós temos dificuldade [00:16:50] para chegar aí, onde nós chegamos [00:16:52] mas nós estamos chegando. [00:16:54] Nós tivemos uma vida preocupada [00:16:56] tivemos aqui uma vivência [00:16:58] muito, muito, muito difícil [00:17:00] quando nós [00:17:02] passemos a ser assentamento [00:17:04] é a gente que era assustado, era assombrado [00:17:06] a gente ficar aqui com medo [00:17:08] de tudo, né? [00:17:10] Mas graças a Deus que Deus nos [00:17:12] portareceu, né? [00:17:14] E nós, e nós chegamos [00:17:16] a construir essa declarativa [00:17:18] e estamos aqui, e agradecendo a Deus por isso [00:17:20] porque, porque [00:17:22] é ela que está nos, nos, nos levando [00:17:24] ao conhecimento maior [00:17:26] e a gente sempre sentiu [00:17:28] dificuldade aqui, a dificuldade de mercado [00:17:30] você sabe que o trabalhador sempre foi [00:17:32] o último a ser ouvido, né? [00:17:34] É, a, a, e nós, [00:17:36] e nós estamos por aqui sendo ouvidos [00:17:38] uma, uma, por último [00:17:40] mas nós queremos fazer o melhor [00:17:42] você tem que trabalhar pra [00:17:44] fazer isso, né? Pra que o nosso assentamento [00:17:46] seja [00:17:48] nosso assentamento seja [00:17:50] aquilo que nós pedimos [00:17:52] e aquilo que nós queremos